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Mostrando postagens de abril, 2009

Invisibilidade

Todas as manhãs, ao som dos pássaros e o calor do sol, faço minha caminhada em praça pública, que, diga-se a verdade, é bem cuidada e possui até pista para os candidatos a atletas matinais. Ao lado fica uma escola pública e, conforme o tempo passa, vão se juntando os grupos de pais e estudantes, aqui e ali, em conversações e brincadeiras, até que o sinal estridente da escola anuncia a hora de entrar para mais um dia de estudos. E eis que nós, os praticantes da boa saúde física, que até então estávamos tranquilamente caminhando ou correndo, ao gosto e necessidade de cada um, passamos a ser invisíveis. Explico. Ganhamos a invisibilidade graças à indiferença - total - das crianças e adolescentes para conosco. E não só das crianças e adolescentes, mas também dos pais e responsáveis. Todos, indistintamente, atravessam a pista de forma lenta, individualmente ou em grupos, conversando ou simplesmente distraídos da vida, e nós, os que deveríamos utilizá-la, somos obrigados a desviar, ir para a

Analfabetos funcionais na sexta série do ensino fundamental

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro divulgou os resultados do Provão realizado na rede de ensino, conforme lemos na mídia: "Os números foram divulgados pela secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, e pelo prefeito Eduardo Paes. Para cada prova, os professores deram os seguintes conceitos: muito bom, bom, regular e insuficiente. Os alunos que tiraram “regular” ou “insuficiente” vão ter aulas de reforço. Ao todo, 460 mil alunos responderam a questões de Matemática e Português. Deste total, 205.636 tiveram notas baixas em Matemática. Quase a metade do total dos estudantes. Em Português, 109.814 estudantes tiveram nota abaixo da média. Ou seja, um em cada quatro alunos foi mal na prova. No fim de abril, eles começam a receber reforço. Cada escola vai definir como serão feitas as atividades: ou durante as aulas, ou em outro horário. O resultado do teste de português para os 211 mil alunos do quarto ao sexto ano identificou mais de 28 mil analfabetos funcionais